Não tive ideia de que sofri um AVC — apenas um sintoma raro que afeta menos de 1% das pessoas
Gordon Robb estava a mexer no seu jardim quando sofreu um AVC — mas não tinha ideia disso até ir aos serviços de urgência no dia seguinte. O homem de 63 anos, residente em Bonnyrigg, Midlothian, Escócia, não experimentou nenhum dos sinais típicos de AVC em setembro de 2025, mas sim um sintoma que afeta apenas 1% dos doentes: a perda da capacidade de ler. "Eu estava no jardim, entrei para tomar uma chávena de chá, ouvir música e verificar os meus emails no telemóvel – e era como se as palavras estivessem numa língua estrangeira." "Eu apenas assumi que estava cansado porque tinha ficado acordado até tarde na noite anterior." "Eu conhecia alguns dos sinais clássicos de um AVC, como fraqueza facial, incapacidade de levantar os meus braços ou problemas de fala, mas não tinha nenhum deles." Desconhecido para o Sr. Robb, ele tinha uma hemorragia no cérebro — mas ele relutou em procurar atendimento de urgência porque não tinha experienciado nenhum dos sintomas habituais associados aos AVC, incluindo fraqueza facial e problemas de fala. Em vez disso, percebeu que as palavras — incluindo emails, mensagens sobre a Ryder Cup e o ecrã do multibanco — pareciam-lhe escritas numa língua estrangeira. Gordon Robb não tinha ideia de que tinha sofrido um AVC até ao dia seguinte. "Quando os amigos me mandavam mensagens sobre a Ryder Cup naquela noite e não conseguia ver as mensagens, acabei por me deitar mais cedo."
In This Article:
- O sintoma raro que traiu Gordon — a perda repentina de leitura
- O diagnóstico revelou um AVC hemorrágico
- Dois grandes tipos de AVC e o mínimo de mortalidade associada
- O tratamento, prognóstico e a importância de exames
- Aspiring: um estudo britânico para prevenir AVCs futuros
- Conclusão: esperança, cautela e o papel das vítimas de AVC
O sintoma raro que traiu Gordon — a perda repentina de leitura
No dia seguinte, depois de não conseguir ler as instruções no multibanco, decidiu consultar o seu médico de família. "The next day after he could not read the instructions on a cash machine, he resolved to see his GP."
O diagnóstico revelou um AVC hemorrágico
Mas um parente próximo, cujo marido tinha morrido de um AVC súbito há apenas três semanas, dirigiu-se directamente à casa dele e insistiu em levá-lo ao serviço de urgência, onde ficou claro que ele tinha tido um AVC hemorrágico. Ao todo, cerca de 100.000 pessoas sofrem AVC por ano no Reino Unido, enquanto aproximadamente 38.000 morrem da doença anualmente. Isto faz dele o quarto maior assassino do Reino Unido e uma das principais causas de incapacidade. Os sinais principais de AVC podem ser lembrados com o acrónimo FAST: Face (poro ou incapacidade de sorrir), Braços (fraqueza ou incapacidade de levantar um braço), Fala (fala arrastada ou confusa) e Tempo (para chamar os serviços de emergência imediatamente). Mas outros sintomas menos conhecidos a vigiar incluem visão turva ou perda de visão numa ou ambas vista, uma dor de cabeça muito intensa e sensação de mal-estar ou vómitos.
Dois grandes tipos de AVC e o mínimo de mortalidade associada
Existem dois grandes tipos de AVC: 1. AVC ISQUÊMICO — que representa cerca de 80% de todos os AVC, ocorre quando há uma obstrução num vaso sanguíneo que impede o sangue de alcançar parte do cérebro. 2. AVC HEMORRÁGICO — mais raro, ocorre quando um vaso sanguíneo rompe no cérebro, enchendo a região com mais sangue do que o necessário e privando outras áreas de fornecimento adequado. Pode ser o resultado de MAV (malformação arteriovenosa) no cérebro. Trinta por cento das doentes com subaracnoide hemorrágica morrem antes de chegar ao hospital. Um adicional de 25% morrem nas primeiras 24 horas. E 40% dos sobreviventes morrem dentro de uma semana. RISCOS — Idade, hipertensão, tabagismo, obesidade, estilo de vida sedentário, diabetes, fibrilhação atrial, história familiar e historial de AVC ou TIA são fatores de risco comuns.
O tratamento, prognóstico e a importância de exames
O AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico. O tratamento rápido é crucial e pode envolver cirurgia ou um fármaco chamado tPA (tissue plasminogen activator) dentro de três horas para salvar vidas. "I am incredibly lucky, and quite honestly felt like a fraud in the stroke ward because I was no different to how I am normally, except that I suddenly could not read words."
Aspiring: um estudo britânico para prevenir AVCs futuros
Mr Robb, um ciclista e corredor ávido, está a participar no novo ensaio clínico financiado pela British Heart Foundation, liderado por académicos da University of Edinburgh, com o objetivo de evitar futuros AVCs. Os investigadores estão a avaliar se o clopidogrel ou a aspirina — fármacos que reduzem o risco de coágulos sanguíneos — podem prevenir futuros AVCs, ataques cardíacos e mortes prematuras em pessoas que já sofreram AVC hemorrágico. Mr Robb, que participa no estudo dirigido pelo Professor Rustam Al-Shahi Salman da University of Edinburgh, assinou a participação enquanto esteve no hospital. O Professor Salman disse: "Tem sido difícil superar o instinto de medo de que, se as pessoas já tiveram um AVC hemorrágico, tomar aspirina ou um medicamento semelhante possa causar mais sangramento. Assim, ficámos muito aliviados quando a nossa pesquisa mostrou que tais fármacos são seguros após um AVC hemorrágico. O estudo Aspiring reunirá mais evidências para estabelecer se a aspirina e o clopidogrel podem ajudar a reduzir o risco de futuros AVCs e ataques cardíacos, e potencialmente salvar as vidas de pessoas como o Gordon que já tiveram um AVC hemorrágico. Acredito que ainda há muito a fazer para ajudar estas pessoas, cujas vidas foram viradas ao contrário e que podem estar preocupadas com o futuro."
Conclusão: esperança, cautela e o papel das vítimas de AVC
Mr Robb disse: disse: "Participar neste ensaio oferece algum conforto de que este medicamento pode reduzir o meu risco de outro AVC." Outros sinais - igualmente comuns - de um AVC iminente, muitas vezes passam despercebidos. Estes incluem dormência súbita num lado do corpo, tontura súbita e dificuldade de deglutição.