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Mokélé-Mbembé: a lenda africana que volta a assombrar as selvas

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Um rugido sinistro, surdo, ecoou entre as densas matas da África Central, fazendo os corações dos habitantes pararem de medo. E, novamente, falaram da lendária moradora das florestas virgens — a misteriosa criatura que os africanos chamam de mokélé-mbembé, escreve Lenta.ru. Foto de fontes abertas / Ilustração criada por IA.

Mokélé-Mbembé: a lenda africana que volta a assombrar as selvas

Boatos de 2025 sobre uma gigante réptil na bacia do Congo espalham-se com a rapidez de um incêndio

Em 2025, boatos sobre o aparecimento de uma criatura reptiliana gigante, que vive em áreas remotas da bacia do Congo, passaram a se espalhar com a velocidade de um incêndio florestal. A antiga lenda diz que mokélé-mbembé é uma criatura enorme com pescoço longo e corpo maciço, coberto por pele espessa de tom cinza- marrom. Suas patas poderosas e uma cauda resistente lembram traços de dinossauros que já desapareceram. Foi a primeira vez que se falou sobre o animal estranho: missionários católicos que voltaram de viagens distantes no meio do século XIX. Eles descreviam criaturas ainda nunca vistas, cujos rastros eram maiores do que de qualquer animal conhecido. Um dos primeiros pesquisadores, o oficial alemão Ludwig von Stein, observou que os moradores locais comparam a aparência do mokélé-mbembé exatamente à imagem de um diplodoco antigo. Essa história cativava até cientistas proeminentes. Por exemplo, o alemão Karl Hagenbeck investiu grandes recursos na organização de uma expedição em busca de um animal vivo. Apesar de pesquisas cuidadosas, a expedição retornou para casa sem confirmação de qualquer achado. No entanto, a fé na existência do monstro continuou a viver. Décadas depois, engenheiros e biólogos americanos partiram em busca do animal selvagem. Um dos investigadores, engenheiro da NASA Herman Regusters, afirmou ter ouvido pessoalmente um rugido incomum nas profundezas da selva em 1981. Poucos anos depois, a zoóloga congolense Marcellen Agnana afirmou ter conseguido registrar o fantástico animal em filme, mas, durante o revelado, as cenas acabaram se perdendo por razões desconhecidas.

Boatos de 2025 sobre uma gigante réptil na bacia do Congo espalham-se com a rapidez de um incêndio

Origens da lenda: missionários católicos e os primeiros relatos de pegadas descomunais

Essa história marcou o imaginário de muitas pessoas ao longo dos anos. Os missionários católicos que retornaram de viagens distantes no século XIX relataram criaturas nevidades, cujas pegadas eram maiores do que de quaisquer animais conhecidos. Um dos primeiros pesquisadores, Ludwig von Stein, observou que os habitantes locais comparam o mokélé-mbembé à imagem de um diplodoco antigo. Essa narrativa cativou até os cientistas famosos de seu tempo. O alemão Karl Hagenbeck gastou enormes somas para organizar uma expedição em busca de um fósseis vivo, mas a expedição retornou sem confirmação de qualquer achado.

Origens da lenda: missionários católicos e os primeiros relatos de pegadas descomunais

Expedições históricas em busca do mokélé-mbembé

Essa curiosidade levou a expedições mais amplas. O alemão Karl Hagenbeck investiu grandes somas na organização de uma expedição para encontrar o animal vivo. Apesar de investigações cuidadosas, a expedição retornou para casa sem confirmação de qualquer achado.

Expedições históricas em busca do mokélé-mbembé

Relatos modernos e o ceticismo científico

Anos depois, engenheiros e biólogos americanos partiram à procura do animal selvagem. Um dos exploradores, o engenheiro da NASA Herman Regusters, informou ter ouvido pessoalmente um rugido incomum nas profundezas da selva em 1981. Alguns anos depois, a zoóloga congolesa Marcellen Agnana afirmou ter conseguido registrar o fantástico animal em filme, mas, ao revelar as imagens, as cenas, por razões desconhecidas, acabaram perdendo-se. Hoje, o número de relatos de encontros com o enigmático animal aumentou drasticamente. Pessoas descrevem criaturas incomuns observadas perto de povoados, de rios e de lagos. Cientistas, no entanto, permanecem céticos. Especialistas acreditam que o aumento repentino de relatos não decorre do surgimento de um monstro real, mas sim da intensificação da destruição das florestas tropicais da região. O desmatamento força os animais a abandonar seus habitats habituais e migrar para áreas próximas aos assentamentos humanos, provocando medo e perplexidade entre os moradores. Cada vez que invadimos ecossistemas, surgem situações em que as pessoas precisam enfrentar espécies de animais não familiares", explica a ecóloga Laura Vlachova.

Relatos modernos e o ceticismo científico

Conclusões dos especialistas

Apesar de histórias intrigantes, os especialistas estão convencidos de que o surgimento de novos relatos sobre mokélé-mbembé não se explica pela existência de um verdadeiro criptozoológico fenómeno, mas pelo comportamento natural de animais selvagens forçados a adaptar-se às mudanças do seu habitat. Além disso, a teoria de que a destruição do habitat induz esses avistamentos é respaldada por dados científicos sobre migração de fauna e pressão humana. “Por isso não é de surpreender que muitos passem a ver os representantes comuns da fauna, como elefantes ou hipopótamos, como algo místico”, diz o especialista.

Conclusões dos especialistas