Espumante em chamas o inferno que ceifou 47 vidas num bar de esqui suíço e o pânico dos sobreviventes ao escapar em segundos
Um sparkler colocado numa garrafa de champanhe é visto como a provável causa de um incêndio devastador no Le Constellation, em Crans-Montana, no sudoeste da Suíça, que tirou a vida a pelo menos 47 pessoas ontem. Famílias enfrentam uma espera angustiante para saber se entes queridos morreram nas primeiras horas da manhã. Mais de 115 sobreviventes estavam a receber tratamento em hospitais, muitos com queimaduras graves. O presidente suíço Guy Parmelin disse que foi 'uma das piores tragédias que o nosso país já experienciou'. Uma foto parece mostrar o momento em que sparklers de champanhe incendiaram o bar. Pessoas reuniram-se no local da festa no Dia de Ano Novo, como parte de uma vigília. Flores foram deixadas na rua, em tributo. Vídeos recentes mostram o flashover mortal, quando o calor extremo fez com que tudo dentro do espaço fechado pegasse fogo quase de imediato.
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O que aconteceu naquela noite de Ano Novo em Crans-Montana
Às 1h30 da manhã, o fogo irrompeu pela cave do bar no Le Constellation, num espaço elegante de Crans-Montana, que já acolheu celebridades como Sir Roger Moore. O incêndio deixou mais de 100 participantes, na sua maioria adolescentes e jovens adultos, de frente com uma saída estreita pela única escada disponível e o piso térreo também ficou engolfado pelas chamas. O fogo espalhou-se em segundos, obrigando uma debandada ansiosa. O local tem capacidade para até 300 clientes. A proprietária Jessica Moretti, de 40 anos, e o marido Jacques Moretti, de 49, conduzem o espaço; a dupla foi apanhada pela tragédia, com ela a escapar com apenas um ferimento no braço. "Emma", identificada apenas como Emma, disse a jornalistas locais: 'A vela estava muito perto do teto', que pegou fogo 'em questão de segundos'.
Provável causa sparkler: espumante acende o teto e o fogo dissemina-se rapidamente
Testemunhas e vídeos sugerem que o fogo foi iniciado pelo sparkler. Survivors said a table of customers made a large drinks order, prompting a waitress to get on her colleague's shoulders and wave the sparkler for them. Emma, identificada apenas como Emma, disse a jornalistas locais: 'A vela estava muito perto do teto', que pegou fogo 'em questão de segundos'. 'Tudo era feito de madeira. O teto inteiro estava em chamas e o fogo espalhou-se muito rápido. Aconteceu em segundos. Corremos para fora gritando.' Além disso, imagens mostram que o bar tinha espuma de isolamento no teto - um material potencialmente inflamável. Vídeos mostram o teto a arder rapidamente antes de o fogo se espalhar pela construção em madeira. Um motorista de autocarro local afirmou: 'Foguetes' (firecrackers) são 'proibidos em muitos clubes'. 'Eles nunca deveriam ser permitidos perto de locais com multidões', disse. Os investigadores dizem que o fogo evoluiu para um 'flashover' - um incêndio de rápida expansão num espaço fechado que faz com que todas as superfícies inflamáveis se inflamem instantaneamente - o que pode explicar explosões relatadas por testemunhas.
Números, vítimas e testemunhos chocantes
As primeiras informações indicam que as 22 vítimas com ferimentos mais graves identificadas até agora têm entre 16 e 26 anos, com a maioria no bar alegadamente com menos de 20. Mais de 115 sobreviventes estavam a receber tratamento em hospitais na Suíça, França e Itália. Em Suíça, é legal comprar cerveja e vinho aos 16 anos, e destilados aos 18. O comissário Frederic Gisler confirmou que o fogo 'começou na cave' e houve uma força de pressão quando as pessoas tentavam fugir pela escada única. O lugar manteve a sua capacidade de até 300 clientes e imagens do bar mostraram espuma de isolamento no teto, um material potencialmente inflamável. Dramáticas filmagens mostram enormes chamas a espalharem-se rapidamente pelo teto.
Reações oficiais e investigações em curso
O presidente suíço Guy Parmelin descreveu a tragédia como 'uma das piores que o nosso país já experienciou'. O Rei Charles escreveu ao senhor Parmelin para apresentar condolências, dizendo que ele e a Rainha 'ficaram horrorizados, e profundamente entristecidos'. O Foreign Office está em standby para ajudar qualquer cidadão britânico, depois de chefes de resgate indicarem que cidadãos internacionais estavam entre os mortos. Um motorista de autocarro local comentou: 'Foguetes (firecrackers) são proibidos em muitos clubes. Não deveriam ser permitidos perto de lugares lotados.' As autoridades disseram que o fogo evoluiu para um 'flashover' - um fogo de rápida expansão num espaço fechado que faz com que todas as superfícies inflamáveis se incendeiem de forma instantânea. O comandante de polícia Frederic Gisler confirmou que o fogo 'começou na cave' e houve uma debandada quando as pessoas tentaram fugir pela escada única. As investigações permanecem em curso e não é possível especular sobre a causa exata no momento.