Comecei a ficar careca há um ano — e isto é o que fiz antes que fosse tarde demais
Há um ano comecei a perder cabelo. Não era o tipo “está afinando um pouco” — era como acordar, olhar para o espelho e perceber que a linha não está onde costumava ficar. E a pior parte não era o cabelo em si. Era o que ele fazia comigo. Eu me via a conversar com uma rapariga enquanto o meu cérebro ficava preso a uma única pergunta: “Ela está olhando para a minha linha capilar? Consegue ver o meu couro cabeludo?” Isso mexeu comigo. Um tipo de insegurança bobo, mas real — que faz você sentir-se menor, como se perdesse o controlo sobre a forma como parece. É por isso que escrevo isto: porque me recusei a aceitar “é o que é.” Queria um plano. Queria tentar tudo que fizesse sentido antes do momento em que simplesmente fica tarde demais. Uma coisa importante: isto é a minha experiência pessoal e a minha rotina. Não é aconselhamento médico. Se tem queda significativa, ou se está a considerar medicações (como finasterida/dutasterida) ou minoxidil, essa é uma conversa com um dermatologista — não com a internet.
In This Article:
- Passo 1 — Por que meu cabelo está caindo? Entender o problema antes de agir
- Passo 2 — Atuei em duas frentes: acalmar o DHT e estimular a regeneração
- Passo 3 — Saw palmetto: a primeira coisa que funcionou para mim (e a primeira que me puniu se usei errado)
- Passo 4 — Finasterida: resultados com custo que vale medir
- Passo 5 — Dutasterida: tentei a opção mais forte e senti-me péssimo
- Passo 6 — Se quiser regeneração, não basta apenas mascarar danos — é preciso disciplina diária
- Passo 7 — Cabelo mais grosso: o meu truque com gelatina
- Passo 8 — Coisas que destroem o ambiente do couro cabeludo — e arruinam os seus resultados
- Passo 9 — O que eu diria a mim mesmo há um ano
Passo 1 — Por que meu cabelo está caindo? Entender o problema antes de agir
Passo 1: Eu respondi a uma pergunta primeiro — por que o meu cabelo está caindo? O maior erro que as pessoas cometem (e eu também estive tentado a cometer) é começar com “o que devo aplicar?” antes de entender “o que está a acontecer?” Resumi a questão em dois caminhos: Caminho 1: deficiências. Se estiver com níveis baixos de certas vitaminas e minerais, o cabelo pode ficar fino, fraco e começar a cair mais do que o habitual. Concentrei-me em zinco, vitamina D, vitamina C e biotina — porque esses são frequentemente associados à qualidade e ao crescimento do cabelo. Caminho 2: queda de cabelo de padrão masculino (alopecia androgenética). Este é o momento em que as pessoas querem dizer a si próprias “não é isso”, mas se for, está melhor saber cedo. Verifiquei da forma mais simples possível: genética. O meu pai. O meu avô. O avô da minha mãe. Isso dá uma imagem bem crua do que pode estar a caminho. Com a queda de cabelo de padrão masculino, entra um hormone: DHT (di-hidrotestosterona). Não é que “DHT seja mau.” O problema é que alguns folículos são sensíveis a ele — e com o tempo, sob essa influência, os folículos começam a miniaturizar: o cabelo fica mais fino, mais curto, mais fraco… e depois desaparece. Assim que percebi isto, ficou claro para mim: se o meu problema é a sensibilidade ao DHT, a minha luta não é com um champô. A minha luta é com uma estratégia.
Passo 2 — Atuei em duas frentes: acalmar o DHT e estimular a regeneração
Vi as opções como duas rotas: 1) uma rota “natural” (baixo risco de efeitos secundários, muitas vezes efeitos mais suaves) 2) uma rota farmacêutica/medicação (potencialmente efeitos mais fortes, mas com riscos que precisam de ser tomados a sério). E serei honesto: inicialmente fui para a rota mais “dura” e depois percebi que não era o movimento mais inteligente como primeiro passo. Se pudesse voltar atrás, diria a mim mesmo: comece pela rota natural primeiro.
Passo 3 — Saw palmetto: a primeira coisa que funcionou para mim (e a primeira que me puniu se usei errado)
A primeira coisa que realmente senti que funcionava foi o saw palmetto. Tratei-o como um bloqueador natural de DHT e — sim — funcionou para mim. Senti que a queda diminuiu e comecei a ver cabelo voltar assim que o adicionei. Mas aqui está a realidade que ninguém coloca nos anúncios: se o tomares com o estômago vazio, pode arruinar-te. Aprendi isso da forma mais dura — dor de estômago, uma sensação má, e literalmente horas preso no banheiro. Então, se alguém estiver a considerar: “natural” não significa “sem consequências.”
Passo 4 — Finasterida: resultados com custo que vale medir
Vem a parte mais controversa: finasterida. Eu usei. E digo sem rodeios: não tive o efeito colateral mais assustador de que as pessoas costumam falar (por exemplo, disfunção erétil), mas senti algo que foi suficiente para me deixar cauteloso — uma queda de humor e motivação. Foi aí que defini uma regra que se tornou a minha base: dose mínima eficaz. Então comecei a dividir as pílulas e tomar uma quantidade mínima, tentando obter o controlo do DHT sem me esmagar mentalmente. Para mim, a rotina mais “tolerável” acabou por ser: saw palmetto diariamente mais uma dose baixa de finasterida algumas vezes por semana. O objetivo não era “mais é melhor”. O objetivo era “o mínimo possível — ainda que funcione.” E sim — eu sei que isto é um jogo a momento longo. Perguntei a mim mesmo: “O que isto significa daqui a 10 anos?” Não sei. Por isso não quis aumentar a dose sem necessidade real.
Passo 5 — Dutasterida: tentei a opção mais forte e senti-me péssimo
Passo 5: Dutasterida — eu tentei a opção mais forte e senti-me péssimo. Também tentei a dutasterida. Dose total. E, honestamente, senti-me tão mal que disse a mim mesmo que não era para mim. Na minha experiência, foi a opção “mais forte” e, pessoalmente, não a tomaria como primeira escolha, se é que há outra.
Passo 6 — Se quiser regeneração, não basta apenas mascarar danos — é preciso disciplina diária
Este foi um grande giro mental para mim: bloquear o DHT é uma coisa, mas a regeneração requer uma rotina que se faz todos os dias, como treinar. Minoxidil — todas as noites, sem negociação. Apliquei-o onde eu era mais vulnerável (para mim — as têmporas) e esfreguei. Massagem no couro cabeludo — 10 minutos que se tornou num ritual. Depois usei um massageador de couro cabeludo e massageei o meu couro cabeludo por cerca de 10 minutos todas as noites. Para mim, tornou-se um ritual: aplicar, massagear, pronto. Microagulhamento — útil, mas apenas se feito de forma inteligente. Acrescentei o microagulhamento também, mas com cuidado. Não gostei da ideia de arrastar um rolo pelo couro cabeludo, porque a lógica é simples: puxar pode danificar. Optei por uma abordagem mais segura — pressionando para baixo, não arrastando — porque pareceu mais seguro. Também procurei um comprimento de agulha que realmente alcançasse o couro cabeludo (cerca de 1 mm), já que comprimentos mais curtos pareciam menos eficazes. Fiz isto duas vezes por semana.
Passo 7 — Cabelo mais grosso: o meu truque com gelatina
Juntando a regeneração, comecei a preocupar-me com uma coisa prática: fios mais grossos fazem o cabelo parecer mais denso. Por isso usei gelatina, porque na minha experiência ajudou a que o cabelo parecesse mais espesso. E sim — lembro-me de encontrar, em determinado momento, um produto que combinava gelatina e saw palmetto, basicamente construído em volta dessa ideia: bloquear e fortalecer.
Passo 8 — Coisas que destroem o ambiente do couro cabeludo — e arruinam os seus resultados
Há algo que muita gente ignora: pode ter uma rotina, mas se continuar a fazer coisas que tornam o cabelo seco, quebradiço e o couro cabeludo pouco saudável — você está a lutar contra si mesmo. Estabeleci regras: não fumar, não beber em excesso regularmente, e tentei não viver de comida processada. E uma coisa que pode soar estranha, mas fez sentido para mim: prestar atenção à água que resseca o meu cabelo e retira os óleos naturais (eu pessoalmente foquei no flúor como fator ligado — pelo menos na minha mente — ao ressecamento). O objetivo é simples: se o seu couro cabeludo está seco e danificado, está a criar “solo ruim” para o crescimento.
Passo 9 — O que eu diria a mim mesmo há um ano
Eu diria a mim mesmo há um ano: não entre em pânico — mas não espere. Primeiro, perceba por que está a perder cabelo. Em segundo lugar, se for genético e dirigido pelo DHT, não desperdice anos com shampoos. Em terceiro, escolha a abordagem de menor risco que ainda faça sentido e veja como o seu corpo reage. E em quarto — disciplina. Noite após noite. Semana após semana. Sem magia. Apenas rotina. Fiz tudo isto porque não queria continuar a viver com aquela sensação — a falar com alguém enquanto o meu cérebro gritava: “conseguem ver o meu couro cabeludo?” Queria essa carga a menos. E o meu objetivo era simples: dar a mim mesmo uma oportunidade — antes que fosse tarde demais.