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Aglomerado de galáxias recém-descoberto pode reescrever o universo ao arder cinco vezes mais quente do que o previsto

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Um aglomerado de galáxias recém-descoberto pode reescrever a nossa compreensão do cosmos, pois cientistas detectaram que o aglomerado está a arder cinco vezes mais quente do que o previsto, apenas 1,4 mil milhões de anos após o Big Bang. Os astrónomos tinham pensado que temperaturas tão extremas só seriam possíveis em aglomerados mais maduros que se formaram mais tarde na vida do universo. Este recém-descoberto calor extremo é descrito como um possível sinal de que o início do universo foi mais explosivo do que se pensava. A observação foi feita com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), que olhou para o passado a 12 mil milhões de anos-luz.

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O calor extremo deste bebê aglomerado desafia os modelos de evolução do universo

Usando o conjunto de telescópios ALMA, os cientistas observaram o aglomerado SPT2349-56, que, a 12 mil milhões de anos-luz de distância, era extremamente imaturo, mas já enorme para a idade dele. O núcleo estende-se por mais de 500 mil anos-luz de diâmetro, cerca de 153 kiloparsecs (kpc). O aglomerado contém mais de 30 galáxias extremamente ativas que produzem estrelas a velocidades superiores a 5.000 vezes as da Via Láctea. Quando os investigadores mediram a temperatura do meio intracluster com o ALMA, descobriram que era muito mais quente do que os modelos previam para aquela época. Não era apenas uma temperatura fora do comum; era um dado que desafiava a ideia de que o aquecimento do meio intracluster decorre apenas com a maturação de um aglomerado.

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Três buracos negros supermassivos podem ter aquecido o aglomerado mais cedo do que pensávamos

A equipa sugere que o aquecimento extremo pode ter sido provocado por três buracos negros supermassivos no interior do aglomerado. Os buracos negros são a maior classe de buracos negros, com massas pelo menos 100.000 vezes maiores que a do Sol. Eles atuam como fontes intensas de gravidade que sugam o pó e o gás ao seu redor. A forma como se formam ainda é pouco compreendida. A teoria aponta para a formação a partir da contração de grandes nuvens de gás — até 100.000 vezes a massa do Sol — que colapsam para formar um buraco negro; muitas sementes podem fundir-se para formar buracos negros supermassivos, que se encontram no centro de galáxias massivas. Alternativamente, uma semente pode vir de uma estrela gigante que morre e se transforma num buraco negro após o colapso. O texto também explica que quando estas grandes estrelas morrem, elas passam por uma supernova, uma explosão que expulsa a matéria das camadas externas para o espaço.

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